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- Easy Red Sector - Omaha Beach
Easy Red é o codinome de um trecho de praia em Omaha e, em 6 de junho de 1944, o mais disputado – com a única exceção possível de Dog Green. É o maior dos dez setores situados no lado leste de Omaha, e dentro dele está um dos "saques" vitais ou saídas através dos penhascos ("Saída 1 fácil), portanto, era de vital importância para os aliados e alemães. Os alemães concentraram seus recursos principalmente na defesa dessas saídas e no Easy Red quatro principais posições "bunkers" de defesa deveriam parar as forças de desembarque: Widerstandsnest 62, 63, 64 e 65. Especialmente a primeira e a última provaram ser obstáculos formidáveis. Juntamente com Fox Green e Fox Red, este foi o principal campo de batalha no lado oeste de Omaha. A tarefa de forçar um avanço aqui com a primeira onda caiu para os homens da 16ª Equipe de Combate Regimental de Infantaria da 1ª Divisão de Infantaria do Major General Clarence R. Huebner: o Grande Vermelho. Eles já haviam visto combate na Sicília e na Tunésia e eram considerados uma unidade endurecida pela batalha. Para completar sua missão, eles foram apoiados por 32 tanques anfíbios Sherman da Companhia A, 741º Batalhão de Tanques. Depois, havia os Engenheiros de Combate das “Equipes de Assalto da Gap” com provavelmente a tarefa mais importante de todas. Eles tiveram que abrir caminhos através do cinturão de obstáculos feito de “Czech Hedgehogs” e “Rommel's Aspargus” que cobriam a praia e – como continham minas – eram uma armadilha mortal em potencial para os LCIs e LCTs das ondas seguintes com a maré subindo rapidamente; a invasão começou às 06h30 na maré mais baixa. Os tanques deveriam atingir a praia pouco antes da primeira onda de infantaria. Infelizmente, eles não causaram muito impacto, já que a maioria desses Shermans do tipo DD nunca chegou à praia; o mar agitado afundou a maioria deles. Aqueles que conseguiram foram o alvo principal das armas alemãs; O WN 61 tinha um canhão PAK43 88 mm AT em uma boa posição para cobrir os setores Easy Red e Fox Green. As equipes de assalto Gap (nos setores Easy e Fox, a maioria deles do Batalhão de Engenheiros de Combate 299) se saíram um pouco melhor: embora suas taxas de baixas fossem terríveis (34 a 41% em Omaha) aqui no Easy Red eles conseguiram limpar seis lacunas no cinto de obstáculos. Eles conseguiram isso nas circunstâncias mais difíceis, pois estavam nas primeiras ondas a atingir a praia e foram expostos aos MGs, morteiros e canhões do intocado alemão Widerstandsneste. Os engenheiros de combate estavam sob fogo muito pesado, pois os alemães estavam atacando particularmente seus botes de borracha carregados com 225 kg de explosivos cada. Encharcados e enjoados – em contraste com a infantaria, eles passaram a maior parte da noite nos LCMs menores – esses homens foram testados até o limite. Acrescente a isso a forte correnteza em Omaha – a maioria das equipes se desviou para a esquerda de suas áreas designadas e no processo perdeu a maior parte de seus equipamentos pesados naquele que foi O Mais Longo dos Dias.
- O 1º Tiro de Artilharia da FEB
Era o dia 16 de setembro de 1944. No sopé do Monte Bastione, ao norte da cidade italiana de Lucca, na Toscana, um vento gelado já prenunciava os rigores do inverno próximo. Precisamente às 14 horas e 22 minutos foi lançado contra o inimigo nazista o primeiro tiro jamais disparado pela artilharia brasileira fora do continente sul-americano, atingindo com precisão o objetivo previsto: Massarosa. Era o primeiro dos milhares de tiros disparados pela nossa Artilharia Expedicionária, que vieram a expulsar da Itália o nazi-fascismo. A foto do soldado Francisco de Paula, prestes a carregar o obuseiro 105mm com uma granada onde está escrito: “A Cobra está Fumando”, foi estampada na capa de diversos jornais brasileiros, o que lhe rendeu a fama involuntária de “autor” do primeiro tiro de artilharia da FEB. Contudo, a matéria transcrita nos jornais nacionais foi provavelmente mal traduzida do texto de uma equipe de reportagem norte-americana — talvez visando o sensacionalismo, criando um equívoco que dura quase 70 anos. Não existe propriamente um “autor” do primeiro tiro de artilharia da FEB. Um tiro de artilharia envolve um conjunto de subsistemas que compreende os observadores avançados, encarregados de localizar os alvos e de transmitir as informações por meio de telefonistas e/ou radio-operadores à central de tiro. Já a central de tiro calcula os elementos de pontaria e os repassa à Bateria de Obuses, onde o oficial Comandante da Linha de Fogo (CLF) os retransmite às peças. Na peça de artilharia, sob o comando de um sargento Chefe de Peça, os serventes cumprem suas missões específicas: o C1 (cabo apontador) realiza a pontaria em direção e o C2 (soldado atirador) o registro da elevação. O final desse processo resulta na ordem de FOGO! com o simultâneo e brusco puxão na corda do mecanismo de disparo, efetuado pelo C2 (soldado atirador). Se consideramos como “autor” do primeiro tiro de artilharia da FEB o responsável pelo disparo da peça, cabe ao Cabo Adão Rosa da Rocha – soldado atirador da 2ª peça, da 1ª Bia do 2º Grupo de Artilharia – a autoria do feito, e não ao soldado Francisco de Paula, cuja foto histórica foi tirada somente no dia 29 de setembro de 1944 – 16 dias após o início dos combates -, conforme a identificação presente na etiqueta original da foto. Com o término da guerra, em 8 de maio de 1945, Francisco retornou ao Brasil em 18 de julho de 1945. Completou um ano e alguns dias em solo europeu, do qual oito meses foram a serviço direto de sua pátria-mãe, executando aquilo para que fora treinado: libertar da opressão nazista o solo europeu e trazer os louros da vitória para o seu doce e amado Rio de janeiro. Já o Cabo Adão, como tantos companheiros, sofreu na pele o desamparo das Instituições após o retorno, conforme relatou Roberto Graciani em http://www.anvfeb.com.br/adao_rosa_da_rocha.htm , falecendo em 2007, aos 88 anos, no Rio de Janeiro. A discussão sobre quem efetuou ou não o primeiro disparo é uma questão menor, sem dúvida. O fato mais importante desse evento reside no reconhecimento que os próprios alemães fizeram sobre o poder de fogo da nossa artilharia. Em seus registros consta a nota desanimadora:“Uma nova artilharia revelou-se na frente de combate”. POR DURVAL LOURENÇO PEREIRA (Memorial da FEB)
- U-Boats e seus Emblemas
Distintivos e emblemas nos U-Boats Os submersíveis e submarinos Ubootwaffe eram uma força de elite, e que melhor maneira de se distinguir de outras unidades da Kriegsmarine do que usar uma insígnia personalizada em seu casco. Da mesma forma que os aviões da Luftwaffe exibiam seus próprios emblemas pintados de forma personalizada no nariz, muitos U-boats foram decorados com emblemas “não oficiais” pintados em ambos os lados ou na frente da torre. Essas insígnias também foram usadas pelos tripulantes, em emblemas metálicos ou de tecido localizados no lado esquerdo do uniforme (Bordmütze). Nas três imagens superiores, podemos ver um tripulante do U50 com o emblema claramente visível em seu Bordmütze, o comandante do U380, KL Josef Röther, com a insígnia de seu uboot (o trevo de três folhas) e vários membros da tripulação do U30 com o bordado emblema em um jumper. Centenas de submarinos exibiram emblemas na guerra, assim como muitos outros serviços de todos os lados da guerra. Eles variavam de emblemas de guerra típicos (espadas, machados etc.) a humorísticos (como o Mickey Mouse no U-26) e então coincidentes (as ferraduras no U-99). Um dos mais interessantes são os anéis olímpicos vistos em muitos barcos (falaremos mais deles abaixo). É difícil estabelecer a origem desta tradição, embora possivelmente o primeiro caso documentado seja o do U48 (do tipo VII-B e comandado por OL Herbert Emil Schultze), que no retorno de sua primeira patrulha de guerra (em 17 de setembro, 1939) já o fazia com “seu” emblema pessoal, um gato, pintado na vela, junto com a tonelagem afundada (20.109 po) e o número de navios afundados (3x) naquela patrulha. Também sabemos que um mês depois, em outubro de 1939, o comandante do U30 (Fritz-Julius Lemp) permitiria que um de seus tripulantes pintasse um cachorro na torre. Curiosamente, esse tripulante era Oberfunkmaat Georg Högel, que alguns anos depois iria editar um livro dedicado aos emblemas usados nos U-boats ("Embleme, Wappen, Malings deutscher U-Boote 1939-1945") pode ser encontrado publicado no Schiffer Editora de História Militar. Apesar das ordens dadas pelo BdU (Befehlshaber der Unterseeboote, comandante-chefe dos submarinos, almirante Karl Doenitz) no sentido de que nenhuma unidade deveria exibir uma marca de identificação (para evitar que possa ser individualizado e identificado pelo inimigo), parece que houve alguma permissividade nesta questão, possivelmente devido aos acertos obtidos pelos submarinistas. Continuando com a aplicação da ordem anterior, no início da guerra, a tripulação das unidades Kriegsmarine deixou de usar uma faixa com o nome da unidade a que pertenciam (a flotilha ou a escola) para outra que simplesmente dizia "Kriegsmarine". É importante lembrar que, antes do início da guerra, os U-boats tinham seus algarismos pintados na torre, que também aparecia em uma placa de metal, localizada em ambos os lados dos baluartes, próximo à proa. Assim que a guerra começou, e por razões táticas, essa numeração desapareceu dos submersíveis. É famoso o evento envolvendo o U-552 da Topp em agosto de 1942. Depois de atacar vários navios em um comboio em 3 de agosto, ele foi localizado perto da corveta britânica HMS, Sackville, que o atingiu com um tiro de canhão direto na torre. Depois de submergir rapidamente, foi atacado com cargas de profundidade que deixaram um grande rastro de óleo flutuante. Chegaram jornais da Suíça anunciando o naufrágio do "demônio vermelho", emblema que os ingleses afirmavam ter visto perfeitamente antes de destruir o navio. A surpresa se espalhou quando viram o U-552 chegar à base de St. Nazaire, no dia 13 de agosto, com graves danos, mas ainda combativo. O padrão pintado na torre era chamado de Bootswappen e poderia ter muitos significados; alguns deles nada mais eram do que o brasão da cidade que patrocinou sua construção por meio de coleções entre seus vizinhos (como o U352 que carregava o brasão da cidade de Flensburg, ou o de Hannover em U194). Muitos desses barcos exibiam os brasões dessas mesmas cidades em suas torres. Isso geralmente acontecia junto com o emblema principal do mesmo barco. Animais de fazenda (o U77 carregava um burro e o U226 um porco sorridente), animais selvagens (o U872 carregava um urso polar e o U1020 um javali selvagem) ou marinhos (peixes do U923, cavalo-marinho do U97 e o tubarão enforcado do U1407), fantástico animais (como o dragão de U3510 ou U373) ou animais de estimação (o cão de U84 ou U270), ferramentas (o tridente de U1200). Havia também desenhos cômicos ou tirando sarro do inimigo (um navio arpoado do U1305, o peixe que incomoda o leão-marinho britânico do U94, ou o do U216), armas navais (o U844). Era comum que o mesmo emblema fosse visto em muitos barcos, muitas vezes era a flotilha ou um emblema de classe. Às vezes, originou-se de um barco bem-sucedido que ex-oficiais trouxeram para seu novo barco. O U-124 tinha o famoso Edelweiss, mas quando Mohr assumiu o comando, ele acrescentou seu emblema pessoal, um sapo (veja nas imagens). Comandantes bem-sucedidos muitas vezes traziam seu antigo emblema para um barco mais novo, se conseguissem um. Os maiores submarinos oceânicos dos tipos IX, XIV (vacas leiteiras) e XB eram menos ágeis do que os barcos menores do tipo VII e, portanto, costumavam ter animais de qualidade semelhante como emblemas. Elefantes, tartarugas, caracóis e semelhantes eram comuns nesses barcos. Quando os novos barcos Elektro, projetados para operar submersos o tempo todo, surgiram no final de 1944, a prática de pintar um emblema nos barcos ainda continuava com 81 desses barcos exibindo algum tipo de emblema. Superticiosos A superstição desempenhou um grande papel, como para tantos marinheiros de todas as nações ao longo da história. Os símbolos da sorte como os trevos (os trevos do U380 e U382 e o trevo de quatro folhas do U850) ou as ferraduras (U145, U99 e U379) ou outros (os dados com o 6 do U78, ou a ferradura e trevo) não faltavam. do U-57), ou com desenhos alegóricos de azar (U3014, cujo escudo era um gato preto cavalgando com guarda-chuva aberto sobre um torpedo, em claro desafio ao azar, ou dos 3 gatos pretos de U167). Muitos barcos exibiam a suástica? Isso é algo que eu mesmo me perguntei e verifiquei apenas para encontrar 14 barcos (entre centenas) que o exibiam. Um deles, o U-181, só o fez como sinal de reconhecimento no Extremo Oriente. A maioria dessas ocorrências provavelmente não foram políticas; afinal, o emblema estava em quase tudo durante o Reich. A escassez é mais uma prova de que a Kriegsmarine não estava muito infestada de naz1stas. Sobre a Eidelweiss O emblema Eidelweiss do U-124 veio da perda do U-64 em abril de 1940. Os dois barcos tinham a mesma tripulação em sua maior parte, incluindo o comandante, Kptlt. Wilhelm Schulz. Eles foram salvos das águas frias da Noruega por membros das tropas de montanha alemãs, cujo emblema da unidade é um Eidelweiss. Os gratos homens do submarino adotaram o emblema em seu próximo submarino, o U-124, comissionado em junho de 1940. Quando Kptlt. Johann Mohr assumiu o comando do U-124 no final de 1941 e acrescentou seu próprio emblema do Sapo Verde à frente da torre, mantendo o Edelweiss em ambos os lados. Sobre a Ferradura Os famosos emblemas de ferradura do U-99 foram adicionados pouco antes de sua primeira patrulha em junho de 1940. Em um ponto quando a âncora foi levantada, um par de ferraduras foi encontrado preso a ele. Tomando isso como um sinal de boa sorte, Kptlt. Otto Krestchmer mandou soldá-los à torre, um de cada lado. Ferraduras também foram vistas nos seguintes barcos: U-31, U-145, U-214, U-268, U-355, U-379, U-570, U-640 e U-1010 Curiosamente, o contratorpedeiro britânico que danificou fatalmente o U-99, HMS Walker, também tinha um emblema de ferradura. Os anéis olímpicos - Equipe 36 O emblema dos anéis olímpicos é provavelmente o mais incomum e surpreendente de se encontrar em um submarino da Segunda Guerra Mundial. Ainda assim, estava lá - mas por quê? 1936 foi o ano das Olimpíadas de Berlim, e os oficiais da marinha que se juntaram à Kriegsmarine naquele ano escolheram os anéis como seu emblema. The Laughing Sawfish - 9ª Flotilha Um dos emblemas mais famosos, tornou-se o emblema da 9ª Flotilha em Brest, uma das unidades de combate mais ativas da guerra. Foi visto em muitos barcos, principalmente no U-96, e ficou famoso no filme Das Boot. Originalmente era verde, mas de alguma forma a versão vermelha se tornou muito mais famosa e muitas pessoas nunca viram a versão verde. 13 flotilha Este emblema com o tema Viking foi usado pela 13ª Flotilha estacionada em Trondheim, Noruega (presumivelmente a inspiração para o tema, com 1200 anos de história Viking). The Running Devil - U-552 Este emblema apareceu pela primeira vez no U-57 sob o comando do Kptlt. Claus Korth. Havia duas variantes: um diabo com uma tocha e um diabo prendendo um pequeno barco com Winston Churchill a bordo (projetado por WO Oblt. Z. Veja von Hartmann). Erich Topp assumiu o demônio vermelho e o tornou famoso, exibindo-o no U-57, U-552 e U-2513. Topp escreveu sobre: "Os dois demônios vermelhos dançantes carregando as tochas da vida e da destruição". Kptlt. Werner Klug foi oficial no U-552 e, mais tarde, usou os red devils no U-794 e no U-1406. 4 Ases - U-107 Este emblema da sorte ficou famoso ao ser colocado no igualmente sortudo U-107 por KrvKpt. Günther Hessler depois que ele a encomendou, e isso foi exibido na patrulha de submarino de maior sucesso da guerra. Kptlt. Volker Simmermacher levou uma variante deste emblema para o U-3013 quando deixou o U-107. A mesma variante também foi vista em U-3006, Oblt. Ludo Kregelin. Oblt. Heinz Robbert, outro oficial do U-107, também escolheu este emblema quando assumiu o comando do U-3040 no início de 1945. Emblemas da Tripulação Kriegsmarine Cada lote de cadetes da Marinha, conhecido como tripulação, escolheu seu próprio emblema ao ingressar na Kriegsmarine. Abaixo estão os emblemas que conhecemos, alguns ainda não estão prontos, mas vamos colocá-los aqui com o passar do tempo. Um dos mais famosos é, claro, os anéis olímpicos da tripulação 36. Os emblemas eram frequentemente colocados em submarinos comandados por oficiais dessas tripulações. Emblemas de flotilha Todas as flotilhas de submarinos, exceto a 8, exibiam um emblema. Muitos dos barcos atrelados a essas flotilhas usavam o mesmo emblema. Os emblemas da Flotilha mais amplamente usados parecem ter sido os da 7ª, 9ª, 10ª e 11ª flotilhas. Muitos dos emblemas mais famosos são vistos aqui, mais notavelmente o Touro Snorting (7º) e o Peixe-Serra Laughing (9º). Aqui em NOS RASTROS DA HISTÓRIA você consegue adquirir placas e brasões das flotilhas e submarinos da Kriesgmarine: SEÇÃO DE PLACAS DE U-BOATS SEÇÃO DE BRASÕES Fontes consultadas: Showell "7th U-Boat Flotilla", "U-Boat Warfare" y "U-Boat Commanders and crews 1935-45". Georg Högel "Embleme, Wappen, Malings deutscher U-Boote 1939-1945", www.u-historia.com, www.u-69.net, www.uboataces.com/
- MV Wilhelm Gustloff: O maior naufrágio da história
Quando a União Soviética avançou na frente oriental da Alemanha em janeiro de 1945, ficou claro que a vantagem na Segunda Guerra Mundial estava com os Aliados. A queda do Terceiro Reich era a essa altura inevitável e Berlim sucumbiria em poucos meses. Entre a população alemã, histórias de estupro e assassinato por forças soviéticas vingativas inspiravam pavor; o espectro da punição implacável levou muitos que viviam no caminho do Exército Vermelho a abandonar suas casas e tentar a segurança em outro local longe do avaço da coluna soviética. A província da Prússia Oriental , que em breve seria dividida entre a União Soviética e a Polônia, testemunhou o que os alemães chamaram de Operação Hannibal, um esforço maciço de evacuação para transportar civis, soldados e equipamentos de volta à segurança através do Mar Báltico. Civis alemães em busca de uma fuga do avanço soviético convergiram para a cidade portuária de Gotenhafen -agora Gdynia, Polônia-, onde o antigo transatlântico de luxo Wilhelm Gustloff estava ancorado. Os recém-chegados dominaram a cidade, mas não havia como recuar. Se conseguissem chegar ao cais e embarcar, o Gustloff lhes oferecia uma viagem para longe da Prússia Oriental sitiada. "Eles disseram que ter uma passagem para o Gustloff era metade da sua salvação", lembrou o passageiro do navio Heinz Schön em um episódio da série do Discovery Channel do início dos anos 2000, "Unsolved History". O problema, no entanto, era que a marinha soviética esperava por qualquer transporte que cruzasse seu caminho e afundou o Gustloff há 77 anos, no que provavelmente foi o maior desastre marítimo da história. O número de mortos de seu naufrágio chegou aos milhares, alguns chegam a 9.000, superando os do Titanic e do Lusitânia juntos. A maioria dos estimados 10.000 passageiros do Gustloff morreriam poucas horas depois de embarcarem em 30 de janeiro de 1945. As histórias dos sobreviventes e a memória dos muitos mortos foram em grande parte perdidas no nevoeiro do final da guerra, em meio à devastação generalizada e em um clima em que os vencedores estariam pouco inclinados a sentir simpatia por uma população considerada nazista, ou pelo menos nazista por associação. Antes da guerra, o Wilhelm Gustloff, de 25.000 toneladas, havia sido usado para dar luxo oceânico aos nazistas em férias logo após seu batismo em 1937, parte do movimento "Força pela Alegria" destinado a recompensar trabalhadores leais. O navio foi nomeado em homenagem a um líder nazista na Suíça que havia sido assassinado por um estudante de medicina judeu no ano anterior. Adolf Hitler havia dito aos presentes no funeral de Gustloff que ele estaria nas fileiras dos mártires imortais da nação. As realidades da guerra significaram que, em vez de um navio de férias, o Gustloff logo foi usado como quartel; ele não foi mantido em condições de navegabilidade por anos antes de ser reaproveitado às pressas para evacuação em massa. Apesar de terem sido proibidos de fugir anteriormente, os cidadãos alemães entenderam no final de janeiro que não havia outra escolha. O avanço soviético ao sul havia cortado as rotas terrestres; sua melhor chance de escapar estava no Mar Báltico. Inicialmente, oficiais alemães emitiram e verificaram as passagens, mas no caos e pânico, os civis exaustos, famintos e cada vez mais desesperados pressionavam a bordo do navio e se espremiam em qualquer espaço disponível. Sem um manifesto de passageiros confiável, o número exato de pessoas a bordo durante o naufrágio nunca será conhecido, mas o que não há dúvida é que quando este navio -construído para menos de 2.000 pessoas- partiu ao meio-dia do dia 30 de janeiro, tinha mais de cinco vezes a capacidade pretendida. No início, os oficiais superiores do navio enfrentaram uma série de compensações indesejáveis. Flutuar pelas águas mais rasas carregadas de minas ou pelas águas mais profundas infestadas de submarinos? Neve, granizo e vento conspiraram para desafiar a tripulação e adoecer os passageiros já sitiados. O capitão Paul Vollrath, que serviu como segundo oficial sênior, escreveu mais tarde em seu relato na revista Sea Breezes que navios de escolta adequados simplesmente não estavam disponíveis apesar de um aviso submarino ter circulado e ser iminente na própria área pela qual deveriam passar. Depois de escurecer, para consternação de Vollrath, as luzes de navegação do navio foram acesas, aumentando a visibilidade, mas tornando o enorme navio um farol para submarinos inimigos à espreita. Mais tarde naquela noite, enquanto o Gustloff avançava para o mar e para o oeste em direção à relativa segurança na cidade alemã de Kiel, Hitler fez o que seria seu último discurso de rádio e ordenou à nação que se cingisse com um espírito de resistência ainda maior e mais duro, não poupando ninguém: - "Espero que todas as mulheres e meninas continuem apoiando essa luta com o maior fanatismo", disse Hitler. Suas exortações fúteis foram transmitidas pelas ondas de rádio e transmitidas no próprio Gustloff. Logo o submarino soviético S-13 nas proximidades, sob o comando de Alexander Marinesko, que estava em uma posição tênue com sua própria cadeia de comando depois que sua missão foi atrasada por seus hábitos de consumo de álcool em terra, avistou o grande navio iluminado. Apresentava um alvo fácil para um comandante que precisava de um impulso para sua reputação. - "Ele pensou que seria um verdadeiro herói por fazer isso", diz Cathryn J. Prince, autora de "Morte no Báltico: O naufrágio da Segunda Guerra Mundial do Wilhelm Gustloff". Pouco depois das 21h, o S-13 lançou três torpedos, cada um com mensagens que transmitiam o desejo de vingança dos soviéticos pelo sofrimento infligido à população soviética pelas forças nazistas no início da guerra. Essas explosões afetaram os alojamentos da tripulação, a área da piscina que abrigava os membros do Auxiliar Naval Feminino e, finalmente, a sala de máquinas e os conveses inferiores, desferindo golpes fatais no navio e prendendo muitos ocupantes sem meios de fuga. O Gustloff logo foi palco de uma luta louca pela sobrevivência. Mesmo para aqueles que podiam descer do navio e buscar segurança em mar aberto, o grande número de passageiros excedia em muito a capacidade dos botes salva-vidas. O sobrevivente Horst Woit, que tinha apenas 10 anos, viu pessoas -muitas delas crianças- pisoteadas até a morte em um esforço para subir as escadas e entrar em um bote salva-vidas disponível. O navio estava inclinado para bombordo, então nenhum dos botes salva-vidas a estibordo eram acessíveis. Depois de cortar as cordas com uma faca que havia tirado do uniforme de seu tio, Horst foi um dos poucos sortudos em um barco que se afastava do Gustloff. - "Muitas pessoas pularam. E então todos eles tentaram entrar no bote salva-vidas e, é claro, eles acabaram atingidos na cabeça com um remo pelos ocupantes", disse Horst à BBC Witness. "Foi simplesmente horrível, simplesmente horrível. A maioria deles morreu." Meros metros separavam os poupados e os condenados. - "Talvez a decisão de não levar mais pessoas e deixá-las à própria sorte tenha sido a mais difícil que já tive que tomar", escreveu Vollrath. - "Ali estava a segurança comparativa dentro do barco, do outro lado a morte certa." Para aqueles que permaneceram no convés, estava se tornando evidente que a morte na água gelada era iminente. Heinz Schön, que acabou dedicando anos a estudar o naufrágio ao qual sobreviveu, mais tarde contou em um documentário da Nat Geo a agonizante decisão de um pai pendurado no navio inclinado -ainda usando sua suástica no braço- de atirar em sua esposa e filhos. Ele ficou sem balas quando ele colocou a arma em sua própria cabeça. "E então ele soltou e deslizou atrás de sua esposa morta e seus filhos pelo convés gelado e coberto de neve e para o lado", lembrou Schön. Quando os barcos de resgate alemães convocados pela tripulação do Gustloff se aproximaram para resgatar os sobreviventes, eles enfrentaram o mesmo dilema dos botes salva-vidas: quem salvar e quando parar. Eles também estavam em risco com o S-13. O comandante do barco torpedeiro Robert Hering, a bordo do T-36, teve que tomar a decisão de deixar muitos outros para trás quando seu barco estava com plena capacidade. Ele então teve que fazer manobras evasivas para não sofrer o mesmo destino que o Gustloff. Pouco mais de uma hora após os torpedos do S-13 atingirem, o Gustloff afundou no mar. Na manhã seguinte, as águas ao redor do Gustloff estavam cheias de corpos, muitos deles de crianças cujos coletes salva-vidas os faziam flutuar de cabeça para baixo. Apenas um sobrevivente conhecido emergiu do cemitério flutuante: um bebê enrolado em cobertores a bordo de um bote salva-vidas, cercado por passageiros falecidos. O oficial que encontrou a criança adotou e criou o menino. Dos passageiros que haviam embarcado no dia anterior, apenas uma fração, aproximadamente 1.000, havia sobrevivido. Apesar da magnitude da tragédia, nos frenéticos meses finais da guerra ela recebeu pouca atenção. Isso pode ser parcialmente atribuído ao ritmo absoluto e ao número impressionante de mortes que aconteceram em todo a frente de guerra europeia. No entanto, nenhum dos lados, uma Alemanha nazista quase derrotada, nem uma União Soviética a caminho de uma vitória brutal, teve incentivo para divulgar amplamente a morte de tantas pessoas. Levaria semanas até que a notícia do Gustloff chegasse aos Estados Unidos, e então apenas algumas histórias curtas apareceram citando trechos de transmissões de rádio finlandesas. Além disso, o Gustloff, embora seu pedágio seja considerado o mais alto, não foi o único navio a afundar no Báltico durante a Operação Hannibal. Semanas depois, o General von Steuben também foi afundado por Marinesko. O crédito que ele buscava demorou a chegar, sua reputação não se recuperou em vida, mas ele foi postumamente celebrado por suas ações de guerra. Na primavera, o naufrágio do Goya acrescentaria mais 7.000 ao pedágio do Báltico; o Cap Arcona foi afundado pelas forças britânicas com 4.500 prisioneiros de campos de concentração a bordo. No contexto, o Gustloff foi mais uma tragédia em uma guerra cheia de perdas. Naquela época, havia um estigma em discutir qualquer tipo de sofrimento alemão durante a guerra depois de tudo que os nazistas fizeram ao resto da Europa, escreve Edward Petruskevich, curador do Museu Wilhelm Gustloff on-line. "O Gustloff foi apenas mais uma vítima da guerra junto com os inúmeros outros grandes navios afundados no lado alemão." Mesmo que os detalhes do Gustloff ou de outros navios alemães tivessem sido mais amplamente ou imediatamente conhecidos, considerando o sentimento público reinante nos Estados Unidos e em outros países aliados, certamente não teria despertado muita empatia. Após anos de guerra, a queda do Terceiro Reich fez com que os civis alemães também se encontrassem do outro lado de uma divisão maniqueísta. - "Acho que havia essa incapacidade de olhar para a humanidade das pessoas que não eram inimigas, mas cuja nacionalidade fazia pensar que sim", diz Prince. Mas qualquer que fosse a categoria em que essas vítimas do Wilhelm Gustloff se encaixassem –mulheres auxiliares navais, juventude hitlerista, recrutas relutantes, civis alemães, mães e crianças- elas faziam parte de uma tragédia marítima que ainda não tinha rival em escala. Em pouco mais de uma hora o Gustloff arrastou amor, esperança e desejos para o fundo do mar.
- Visitando a Tumba de Napoleão Bonaparte
O túmulo de Napoleão é o monumento erguido em Les Invalides em Paris para manter os restos mortais de Napoleão após sua repatriação para a França de Santa Helena em 1840, ou retour des cendres , por iniciativa de Louis Philippe I e seu ministro Adolphe Thiers . Embora o planejamento do túmulo tenha começado em 1840, ele só foi concluído duas décadas depois e inaugurado por Napoleão III em 2 de abril de 1861, depois de seu promotor Louis Philippe I , o arquiteto Louis Visconti e os principais escultores James Pradier e Pierre-Charles Simart todos morreram nesse meio tempo. No início de 1840, o governo liderado por Adolphe Thiers nomeou um comitê de doze membros ( Commission des douze ) para decidir sobre a localização e o contorno do monumento funerário e selecionar seu arquiteto. O comitê foi presidido pelo político Charles de Rémusat e incluiu escritores e artistas como Théophile Gautier , David d'Angers e Jean-Auguste-Dominique Ingres . Em abril de 1840, a Commission des douze organizou um concurso no qual participaram 81 arquitetos, cujos projetos foram exibidos no recém-concluído Palais des Beaux-Arts. Após um longo processo, Louis Visconti foi selecionado como arquiteto de projeto em 1842 e finalizou seu projeto em meados de 1843. Visconti criou uma cavidade circular, ou cripta aberta, sob a cúpula dos Invalides. A cripta é acessada por uma porta ladeada por dois atlantes de Francisque Joseph Duret , com uma inscrição acima lembrando o desejo de Napoleão de ser enterrado em Paris. É cercada por uma galeria circular sustentada por doze pilares adornados com vitórias, esculpidas por James Pradier até sua morte em junho de 1852. Na parede da galeria estão dez grandes painéis em relevo que celebram as conquistas de Napoleão, de Pierre-Charles Simart : Pacification da nação , centralização administrativa , Conseil d'Etat ,Code civil , Concordat , Université impériale , Cour des comptes , Code du commerce , Grands travaux , Légion d'honneur . Dois painéis adicionais, de François Jouffroy , comemoram o retour des cendres . Uma cela contém uma estátua parcialmente dourada de Napoleão em trajes de coroação, também de Simart. Em seu centro há um sarcófago maciço que tem sido frequentemente descrito como feito de pórfiro vermelho, inclusive na Encyclopædia Britannica em meados de 2021, mas na verdade é um quartzito roxo de uma região geológica conhecida como Shoksha, perto do Lago Onega em Carélia russa . O sarcófago repousa sobre uma base de granito verde dos Vosges. Esse bloco de granito verde repousa, por sua vez, sobre uma laje de mármore preto, de 5,5m x 1,2m x 0,65m, extraída em Sainte-Luce e transportada para Paris com grande dificuldade. No total, o projeto utilizou pedra de nada menos que dez pedreiras diferentes na França e arredores, mármore de Carrara e quartzito da Rússia. O monumento levou anos para ser concluído, em parte devido aos requisitos excepcionais para a pedra a ser usada. O quartzito russo, concebido como um eco do pórfiro usado para enterros imperiais romanos tardios, foi extraído em 1848 pelo engenheiro italiano Giovanni Bujatti com a permissão especial do czar Nicolau I , e enviado via Kronstadt e Le Havre para Paris, onde chegou em 10 de janeiro de 1849. O sarcófago foi então esculpido pelo marmorista A. Seguin usando técnicas inovadoras de máquinas a vapor. Estava quase concluído em dezembro de 1853, mas os estágios finais foram adiados pela morte repentina de Visconti naquele mês e pelo projeto alternativo de Napoleão III de mudar o local de descanso de seu tio para oBasílica de Saint-Denis , à qual ele finalmente renunciou depois de ter encomendado planos para Eugène Viollet-le-Duc . Visconti foi sucedido por Jules Frédéric Bouchet e, após a morte deste em 1860, por Alphonse-Nicolas Crépinet. Em 2 de abril de 1861, os restos mortais de Napoleão foram finalmente transferidos para o sarcófago da capela próxima de Saint-Jérôme, onde estavam desde 1840. A cerimônia foi um pouco moderada, com apenas o imperador Napoleão III , a imperatriz Eugénie , o príncipe imperial Napoleão Eugène , outros príncipes relacionados, ministros do governo e altos funcionários da coroa presentes. Os túmulos dos irmãos de Napoleão foram concluídos pouco depois, também na igreja Dome, nomeadamente a de Jérôme Bonaparte em 1862 e a de Joseph Bonaparte em 1864. Em 15 de dezembro de 1940, o caixão de Napoleão II foi trasladado de Viena para ser colocado ao lado do de seu pai, seguindo uma decisão tomada por Adolf Hitler a conselho de seu embaixador na França Otto Abetz . Com o objetivo de aumentar o apoio à colaboração do público francês, essa iniciativa acabou precipitando uma crise política em Vichy e a demissão abrupta de Pierre Laval por Philippe Pétain dois dias antes da cerimônia. Em 18 de dezembro de 1969, o caixão foi transferido para o subsolo da tumba e coberto por uma laje de mármore. Em 2021, por ocasião do segundo centenário da morte de Napoleão, uma instalação intitulada Memento Marengo do artista visual francês Pascal Convert foi colocada acima do sarcófago de Napoleão. É uma cópia em materiais sintéticos do esqueleto do cavalo favorito de Napoleão, Marengo, que é preservado como troféu de guerra (após a captura de Marengo na Batalha de Waterloo) no Museu Nacional do Exército em Londres O arranjo gerou controvérsia apesar de sua natureza temporária.
- A força naval do nordeste: a defesa brasileira no Atlântico Sul durante a Segunda Guerra Mundial
Nos primeiros anos da Segunda Guerra Mundial, o Brasil manteve uma posição de neutralidade. No entanto, em fevereiro de 1942, essa neutralidade começou a ruir diante dos ataques do Eixo aos navios mercantes brasileiros. Como retaliação ao apoio declarado do Brasil à Carta do Atlântico e à causa Aliada, submarinos alemães iniciaram uma série de ataques a embarcações brasileiras. O ápice dessa ofensiva ocorreu em agosto do mesmo ano, quando um único submarino afundou cinco navios mercantes e uma escuna, matando 607 civis. Diante desse cenário alarmante, em 31 de agosto de 1942, o governo brasileiro declarou estado de guerra contra a Alemanha Nazista e a Itália Fascista. Reorganização e Nascimento da Força Naval do Nordeste A Marinha do Brasil, à época, não possuía os meios ideais para conduzir uma guerra anti-submarino — suas embarcações careciam de sonares modernos e armamentos adequados. Ainda assim, demonstrando bravura, seus navios e tripulações se lançaram ao mar, enfrentando um inimigo muito mais bem equipado. Reconhecendo a urgência da situação, a administração naval iniciou uma reestruturação intensiva. Com apoio da Comissão de Defesa Brasil-Estados Unidos, foi estabelecido um comando unificado para a Força do Atlântico Sul e, no dia 5 de outubro de 1942, foi criada oficialmente a Força Naval do Nordeste (FNNE), sob o comando do então Capitão-de-Mar-e-Guerra Alfredo Carlos Soares Dutra, promovido logo a Contra-Almirante. A FNNE foi inicialmente composta pelos cruzadores Bahia e Rio Grande do Sul, pelos varredores de minas (posteriormente corvetas) Carioca, Caravelas, Camaquã e Cabedelo, além dos caça-submarinos Guaporé e Gurupi. Com o tempo, incorporou ainda o navio de apoio Belmonte, um destróier classe Mahan e um submarino classe T. Missão: Proteger o Atlântico Sul A principal missão da FNNE era garantir a segurança das rotas marítimas entre Trinidad, no Caribe, e Florianópolis. Durante a guerra, 575 comboios foram escoltados com sucesso, totalizando 3.164 navios mercantes de diversas nações aliadas, inclusive no transporte da Força Expedicionária Brasileira (FEB) rumo a Gibraltar. Foram registrados 66 confrontos diretos contra submarinos nazistas, ações que ajudaram a manter abertas as vitais linhas de comunicação marítima no Atlântico Sul. Um dos grandes marcos foi o desenvolvimento de doutrinas modernas de guerra anti-submarino, impulsionadas pelo treinamento intensivo de tripulações brasileiras em conjunto com a Marinha dos Estados Unidos. Cruzador leve Rio Grande do Sul navegando pela Baía de Guanabara A Cooperação com a Quarta Esquadra Com sede em Recife e Salvador, a FNNE passou a operar subordinada à Quarta Esquadra dos Estados Unidos, comandada pelo enérgico e versátil Almirante Jonas Ingram. Em 1943, cerca de 200 embarcações — brasileiras e norte-americanas — atuavam sob seu comando. A FNNE foi designada como Força-Tarefa 46, e recebeu as seguintes atribuições: Escoltar comboios regulares entre Trinidad e Bahia. Integrar-se aos comboios ao largo de Recife, separando-se em sua chegada à Bahia. Cooperar com unidades aéreas brasileiras (Força-Tarefa 49), responsáveis por patrulhar as águas costeiras. Garantir cobertura aérea às embarcações, em colaboração com unidades navais e aéreas dos EUA e do Brasil. Conduzir operações anti-submarino em conjunto ou de forma independente. Executar programas exaustivos de treinamento e exercícios de combate. Até o fim de 1944, 38 novos navios foram incorporados à FNNE, modernizando ainda mais sua capacidade de resposta. Curiosamente, até mesmo os antigos encouraçados Minas Gerais e São Paulo, embora ultrapassados para o combate moderno, foram utilizados como baterias flutuantes nos portos de Recife e Salvador, servindo como dissuasores em caso de ataque. Legado de Bravura e Cooperação Ao retornar ao Rio de Janeiro em novembro de 1945, a FNNE carregava em sua bagagem um legado de eficiência operacional e cooperação internacional. A experiência acumulada contribuiu diretamente para o desenvolvimento tático da Marinha do Brasil no pós-guerra. A constante interação entre brasileiros e norte-americanos gerou um alto nível de preparo. Registros fotográficos da época mostram exercícios conjuntos entre destróieres, submarinos e caça-submarinos. Em um deles, um torpedo pode ser visto passando sob um destróier durante uma simulação — testemunho da intensidade do treinamento vivido por aqueles que serviram. A imagem mostra um encontro entre o Almirante Ingram e o Almirante Guilhem, provavelmente ocorrido no Quartel-General da Quarta Esquadra, em Recife. Ao fundo, uma alegoria típica do Comandante Americano do ComSoLant. A Força Naval do Nordeste foi, sem dúvida, um dos grandes símbolos da atuação brasileira na Segunda Guerra Mundial. Muito mais do que escoltar navios, ela representou a firme decisão de defender nosso território e nossas águas com coragem, disciplina e profissionalismo. Fontes: Marinha do Brasil, Sixtant.net
- Mapa revela os bastidores da guerra no Atlântico Sul: um tributo visual à defesa da costa brasileira
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Brasil foi palco de um dos capítulos menos lembrados do conflito global: a guerra submarina no Atlântico Sul. Para resgatar essa memória, o pesquisador Fernando Lino Jr., idealizador do projeto Nos Rastros da História, lançou um mapa inédito e detalhado que mostra toda a movimentação bélica ocorrida na costa brasileira durante o período. Com colaboração do historiador Rudnei Dias da Cunha, o material reúne naufrágios, bases militares e pontos estratégicos que marcaram a presença de forças aliadas e do Eixo no litoral do país. Sob o título “A Guerra no Atlântico Sul: Defesa da Costa Brasileira”, o pôster traz à tona um dos capítulos mais trágicos e esquecidos da Segunda Guerra Mundial: os ataques a embarcações em plena costa brasileira. A cartografia histórica revela a localização exata de mais de 70 naufrágios ocorridos em águas jurisdicionais do Brasil, entre navios mercantes e militares, tanto de nações aliadas quanto do Eixo. Esses naufrágios não apenas representaram perdas materiais, mas simbolizaram o impacto direto da guerra sobre a população civil brasileira, muitas vezes alheia ao conflito global até então. Entre esses episódios, destacam-se os ataques que atingiram 17 embarcações brasileiras, vitimando mais de 1.600 pessoas — a maioria civis, incluindo mulheres e crianças. A brutalidade desses ataques submarinos, promovidos principalmente por U-boats alemães, gerou pânico na população e acelerou a entrada do Brasil na guerra. No entanto, apesar da gravidade e da comoção na época, esse drama marítimo raramente é abordado nos livros escolares, tornando o mapa uma ferramenta essencial para a preservação da memória nacional e para o reconhecimento das vidas perdidas em uma guerra que também foi travada em nosso litoral. A rede de defesa: Brasil e Estados Unidos lado a lado O mapa destaca ainda a complexa estrutura de defesa organizada entre Brasil e Estados Unidos. Estão registradas todas as bases da Força Aérea Brasileira (FAB), da Marinha do Brasil, e também as bases aéreas e navais norte-americanas construídas ou utilizadas durante a guerra, em locais estratégicos como Belém, Natal, Recife, Salvador, e até Rio Grande (RS). Essa cooperação foi fundamental para o monitoramento das águas do Atlântico Sul, garantindo suporte logístico e operacional à 4ª Frota da Marinha dos EUA, encarregada da patrulha antissubmarino na região. O mapa evidencia como o Brasil se tornou uma peça-chave no tabuleiro de guerra do hemisfério ocidental. Os fantasmas do oceano: U-boats afundados O mapa destaca com clareza os pontos onde submarinos alemães foram afundados ao longo da costa brasileira. Essas embarcações, pertencentes à temida Kriegsmarine de Hitler, patrulhavam o Atlântico Sul em missões de ataque contra navios mercantes e de guerra, buscando interromper o fluxo de suprimentos entre os Aliados. A representação precisa desses locais no pôster permite visualizar o alcance da ofensiva submarina nazista e a resposta enérgica das forças aliadas e brasileiras em conter essa ameaça silenciosa. A presença dos U-boats nas águas tropicais foi um dos maiores desafios estratégicos enfrentados pelo Brasil durante a Segunda Guerra Mundial. Além de causar destruição e mortes, os ataques desses submarinos forçaram a instalação de bases aéreas e navais no litoral, transformando cidades como Natal, Recife e Salvador em centros militares de importância vital. Os combates que levaram à destruição de vários U-boats demonstram a eficácia da cooperação entre Brasil e Estados Unidos, e também revelam que a guerra submarina não se restringiu ao Atlântico Norte — ela também teve seu capítulo mortal nas águas do sul global. Uma memória visual acessível O mapa está disponível em formato pôster A3 por R$ 9,00 para quem deseja adquirir a versão impressa — ideal para colecionadores, professores e entusiastas da história militar. Também foi disponibilizada uma versão digital gratuita, com o intuito de democratizar o acesso ao conhecimento e fomentar o interesse por um episódio crucial da história nacional. Segundo Fernando Lino Jr., “a proposta é não deixar essa memória naufragar. Milhares de brasileiros perderam a vida ou foram diretamente impactados pela guerra, e isso precisa ser lembrado”. Versão formato digital, em PDF: Versão impressa, em formato pôster A3: [Clique aqui para comprar] A iniciativa ainda conta com referências de fontes sólidas e pesquisas detalhadas, como o acervo do site Sixtant, referência internacional em história naval da Segunda Guerra, Acervo histórico da Marinha do Brasil e Arquivos da US Navy.
- Almirante Saldanha: A Jornada de um Ícone da Marinha Brasileira
Durante mais de meio século, o Navio Escola Almirante Saldanha foi um verdadeiro pilar da Marinha do Brasil, simbolizando não apenas o vigor da formação naval brasileira, mas também a entrada definitiva do país no campo da pesquisa oceanográfica moderna. Da sua construção na Inglaterra à sua conversão em laboratório flutuante, o navio marcou época pela versatilidade, longevidade e impacto. A Gênese de um Símbolo O projeto do Almirante Saldanha começou em um momento de reformulação das estruturas navais do Brasil. Com o objetivo de modernizar a formação dos oficiais da Armada, o governo brasileiro, sob a liderança de Getúlio Vargas, encomendou em 1933 a construção de um novo navio-escola ao estaleiro Vickers-Armstrong, na Inglaterra. Lançado ao mar em dezembro do mesmo ano, ele foi batizado em homenagem ao Almirante Luiz Filipe Saldanha da Gama, figura histórica da Revolta da Armada. O navio chegou ao Brasil em 1934 e imediatamente assumiu funções educativas. Suas primeiras viagens foram voltadas para o treinamento de guardas-marinha da Escola Naval, navegando por diversas regiões do Atlântico Sul e Caribe, promovendo também a diplomacia naval brasileira. Um Clássico da Arquitetura Naval Com linhas elegantes e estrutura robusta, o Almirante Saldanha foi projetado como uma corveta de instrução — embarcação especialmente concebida para o treinamento de guardas-marinha. Construído no estaleiro Vickers-Armstrong, na Inglaterra, seu desenho harmonizava a tradição naval europeia com as necessidades modernas da Marinha brasileira. Possuía três mastros, característica típica dos veleiros de instrução, embora também contasse com propulsão mecânica, o que o tornava um navio híbrido e altamente funcional. Com 81 metros de comprimento e 12 metros de boca, deslocava aproximadamente 2.200 toneladas, conferindo-lhe estabilidade e presença imponentes em alto-mar. Sua tripulação era numerosa e diversificada: cerca de 460 pessoas embarcavam a cada missão, incluindo oficiais da ativa, guardas-marinha em formação e civis técnicos ligados às atividades educacionais e científicas. A bordo, os jovens cadetes recebiam treinamento prático em navegação, manobra, comunicações e rotinas de bordo, em um ambiente que simulava, com fidelidade, as condições reais de uma embarcação de guerra. Esse aprendizado em mar aberto era essencial para formar profissionais capacitados, integrando teoria e prática com o rigor disciplinar e operacional da Marinha. Apesar de contar com propulsão a motor — o que era fundamental para missões de longa distância e maior controle —, o Almirante Saldanha preservava seu conjunto completo de velas, que continuava sendo utilizado durante os exercícios. Essa característica não era apenas simbólica: permitia o ensino da navegação à vela, uma tradição que remontava à era da Marinha Imperial e que era valorizada por formar marinheiros mais completos e versáteis. Com isso, o navio representava uma ponte entre o passado e o futuro da navegação militar brasileira. Participações Históricas Em sua extensa carreira, o Almirante Saldanha esteve presente em momentos significativos tanto para o Brasil quanto para a comunidade internacional. Durante a Segunda Guerra Mundial, na década de 1940, embora o navio não tenha participado diretamente de combates, sua função como corveta de instrução foi mantida com responsabilidade e cautela. Operando em áreas marítimas consideradas seguras, o navio seguiu formando oficiais, garantindo que a Marinha brasileira continuasse preparada, mesmo diante das incertezas do cenário global. O treinamento a bordo, realizado sob rígidos protocolos de segurança, assegurava a continuidade da formação naval sem comprometer a integridade da tripulação. Entre as missões mais marcantes de sua trajetória está a participação no Ano Geofísico Internacional (1957–1958), um projeto de cooperação científica global que envolveu mais de 60 países. Durante essa operação, o Almirante Saldanha realizou 162 estações oceanográficas em alto-mar, coletando dados valiosos sobre temperatura, salinidade, profundidade e correntes oceânicas. Os estudos realizados a bordo foram fundamentais para o avanço da oceanografia brasileira e contribuíram para o mapeamento de fenômenos climáticos e geofísicos de grande importância, como o comportamento das correntes marítimas e a dinâmica das massas de água do Atlântico Sul. Outro ponto alto da missão foi a reafirmação da soberania brasileira sobre a Ilha da Trindade, situada no Oceano Atlântico, a mais de 1.100 km da costa do Espírito Santo. A presença do navio na região não apenas garantiu suporte logístico para as pesquisas científicas, como também consolidou o domínio do Brasil sobre o arquipélago, de relevância estratégica e geopolítica. O Almirante Saldanha, assim, firmou-se não apenas como plataforma de ensino, mas como um agente ativo da diplomacia científica e da projeção do poder marítimo nacional. À Deriva no Mar do Norte: Uma Tempestade que Testou a Resistência Durante a viagem de instrução de 1950, o Navio-Escola Almirante Saldanha enfrentou uma das situações mais dramáticas de sua história. Navegando entre a Suécia e a Noruega, a embarcação foi surpreendida por uma tempestade violenta que a deixou à deriva no Mar do Norte. O mar enfurecido causou danos significativos ao navio, incluindo a quebra dos mastros, comprometendo sua capacidade de navegação e comunicação. A tripulação, composta por guardas-marinha em treinamento e oficiais experientes, enfrentou momentos de tensão e incerteza, sem contato com o mundo exterior por um ou dois dias. O radiotelegrafista a bordo, que desempenhava um papel crucial nas comunicações, recorda com emoção os momentos de desespero e a luta pela sobrevivência. "Perdemos contato, ficamos à deriva, o mar enfureceu. Começaram a quebrar os mastros. Ficamos perdidos um dia ou dois. Tivemos sorte, porque podia ter afundado", relatou o veterano em entrevista à Agência Marinha. Mapa da viagem de instrução de 1950 Apesar das adversidades, a tripulação demonstrou coragem e profissionalismo, conseguindo estabilizar a situação e retomar o controle da embarcação. Esse episódio não apenas testou a resistência física e psicológica dos envolvidos, mas também reforçou os valores de disciplina, união e resiliência que caracterizam a formação naval brasileira. A memória desse evento permanece viva entre os ex-tripulantes, sendo lembrada como um marco de superação e aprendizado durante a formação dos oficiais da Marinha. Transformação em Navio Oceanográfico A década de 1960 trouxe uma nova missão ao navio. Em 1966, com apoio da UNESCO, ele foi adaptado e modernizado, tornando-se o primeiro grande navio oceanográfico do Brasil. Foram instalados laboratórios de química, física, biologia e meteorologia, além de equipamentos para sondagens e coleta de amostras em profundidades de até 6.000 metros. Sob a nova designação de Navio Oceanográfico Almirante Saldanha (NOc Almirante Saldanha), ele foi utilizado tanto pela Marinha quanto por universidades brasileiras, como a USP, a UFRJ e a UERJ, que realizaram diversas expedições científicas ao longo das décadas de 1970 e 1980. Um Fim Modesto para uma Carreira Grandiosa A última missão científica do Almirante Saldanha ocorreu em 1984, marcando o encerramento de uma trajetória de quase meio século de serviços prestados à Marinha e à ciência brasileira. Após essa missão, o navio foi gradualmente retirado de operação, refletindo o avanço tecnológico e a mudança nos padrões de treinamento naval. Em 1990, foi oficialmente desincorporado do serviço ativo, encerrando formalmente sua carreira. Contudo, seu afastamento das atividades não foi acompanhado de uma cerimônia à altura de sua importância histórica — o navio simplesmente deixou de navegar, sem o devido reconhecimento público. Nos anos seguintes, o Almirante Saldanha permaneceu atracado na Baía de Guanabara, em estado de abandono, cenário que provocou tristeza e revolta entre ex-tripulantes, pesquisadores e admiradores da história naval brasileira. A imagem do imponente navio, agora corroído pela ferrugem e pelo tempo, contrastava fortemente com sua antiga glória nos mares do Atlântico. Durante esse período, diversas propostas foram apresentadas com o objetivo de preservar a embarcação, incluindo projetos para transformá-lo em um museu marítimo ou centro cultural flutuante. No entanto, esses planos não prosperaram, seja por falta de recursos, de apoio institucional ou de vontade política. Seu desmantelamento acabou ocorrendo de forma silenciosa, longe dos holofotes e sem homenagens oficiais. Apesar disso, o Almirante Saldanha permanece vivo na memória daqueles que por ele passaram — oficiais, cadetes e cientistas que encontraram em suas cabines e convés um verdadeiro laboratório de aprendizado e descoberta. Seu legado resiste como símbolo de uma era em que a formação naval brasileira caminhava lado a lado com a pesquisa científica, unindo tradição, tecnologia e soberania nacional em uma mesma embarcação. Legado O Almirante Saldanha representou uma era de transição na Marinha do Brasil: da navegação a vela à era científica. Formou dezenas de turmas de oficiais e contribuiu para o início da oceanografia moderna no país, sendo um dos primeiros instrumentos de estudo de nosso litoral e plataforma continental. Sua história é lembrada como um exemplo de longevidade, polivalência e contribuição civil-militar. Um verdadeiro monumento flutuante da história brasileira. Fontes: Marinha do Brasil Arquivo da Marinha Poder Naval - Familia do veterano da Marinha, Sr. José Osório
- Submarinista até o fim: a incrível trajetória do Primeiro-Tenente José Osório, veterano da Segunda Guerra Mundial
No oceano da história brasileira, poucos nomes navegam com tanta dignidade quanto o do Primeiro-Tenente José Osório de Oliveira Filho. Aos 102 anos, ele não é apenas um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial — é uma memória viva da Marinha do Brasil, um verdadeiro símbolo de bravura, disciplina e amor à Pátria. Tudo começou em 1942, quando o Brasil declarou guerra ao Eixo e mobilizou cerca de 7 mil militares para proteger sua extensa costa atlântica. Entre eles, um jovem marinheiro recém-formado pela Escola de Aprendizes-Marinheiros Almirante Batista das Neves, hoje sede do Colégio Naval, em Angra dos Reis (RJ). Foi ali que José Osório iniciou sua jornada, embarcando no poderoso encouraçado São Paulo, um dreadnought de origem britânica que operava pela Marinha desde 1910. Das baterias antiaéreas ao rádio do submarino Durante os anos de combate, Osório integrou a Divisão de Artilharia Antiaérea, alimentando os canhões do encouraçado a vapor em longas jornadas de patrulhamento. Seu batismo de fogo foi a bordo do lendário Encouraçado São Paulo, uma das embarcações mais emblemáticas da história naval brasileira. Construído na Inglaterra e incorporado à Marinha do Brasil em 1910, o São Paulo era um dreadnought da classe Minas Geraes, símbolo de uma época em que o Brasil buscava se afirmar como potência naval no Atlântico Sul. Embora já em seus últimos anos de operação na década de 1940, o navio ainda representava imponência e força. Encouraçado São Paulo Para o jovem marinheiro, embarcar em uma nave daquela magnitude era mais que uma honra — era um desafio. Trabalhando nas seções internas da artilharia, Osório era responsável por manter os canhões operacionais, garantindo que não faltasse munição durante os exercícios e operações. "O calor das caldeiras, o barulho dos motores e a tensão constante faziam parte do nosso cotidiano", recorda. Seu desempenho exemplar lhe rendeu a Medalha de Serviços de Guerra com duas estrelas e, mais tarde, a promoção ao oficialato. Mas os anos de guerra não passaram sem deixar marcas profundas, como lembra com pesar: “Perdi dois amigos Marinheiros que estavam a bordo do cruzador Bahia, que afundou a 800 quilômetros da costa do Rio Grande do Norte”. Mais tarde, como radiotelegrafista, Osório viveu momentos de intensa tensão em alto-mar, como quando o Navio-Escola Almirante Saldanha enfrentou uma violenta tempestade entre a Suécia e a Noruega, nos anos 1950. “Ficamos à deriva, os mastros quebraram, perdemos contato. Foram dias de angústia”, relata. Seu papel na comunicação foi essencial para restabelecer contato e garantir a segurança da embarcação e de sua tripulação. A vocação silenciosa: o chamado dos submarinos Foi na Base Almirante Castro e Silva, na Ilha de Mocanguê (RJ), que o militar encontrou sua verdadeira paixão: o serviço submarino. Mesmo atuando como operador da estação de rádio, ele integrava as tripulações de submarinos sempre que era necessário, participando de missões de instrução e patrulhamento tanto no Brasil quanto no exterior. Em uma das mais emblemáticas missões, integrou a comissão responsável por receber, nos Estados Unidos, os submarinos Humaitá (S14) e Riachuelo (S15), embarcações que fortaleceram a capacidade operacional da Força de Submarinos brasileira. Uma vida entre gigantes do mar Ao longo de seus 25 anos de carreira, o Primeiro-Tenente José Osório serviu a bordo de algumas das mais notáveis embarcações da Marinha do Brasil — e até dos Estados Unidos. Sua trajetória começou a bordo do lendário Encouraçado São Paulo (1941–1945), um dos dois dreadnoughts da classe Minas Geraes construídos na Inglaterra. Símbolo da modernização naval brasileira no início do século XX, o São Paulo teve papel estratégico na defesa da costa brasileira durante a Segunda Guerra Mundial, atuando como plataforma de artilharia e navio de patrulha. Navio-Escola Almirante Saldanha Nos anos de 1950 e 1951, Osório embarcou no Navio-Escola Almirante Saldanha, um veleiro construído em 1934 para a instrução de guardas-marinha. Durante uma viagem de circunavegação, enfrentou uma violenta tormenta no Mar do Norte, entre a Suécia e a Noruega, que quase levou a embarcação a pique. A tripulação ficou à deriva por dias, em uma das experiências mais dramáticas de sua carreira. Em 1951, passou pelos submarinos S Tymbira (S-12) e Tamoyo (S-13), ambos antigos submarinos da classe Perla, adquiridos de estaleiros italianos nos anos 30, ambos entraram em servico no Brasil em 1937, dando baixa no fim dos anos 50. Durante o serviço no Tamoyo, uma pane elétrica quase causou uma tragédia a bordo, salvando-se poucos de um possível desastre. Em 1952, participou de treinamentos nos Estados Unidos no submarino USS Diablo (SS-479), da classe Tench, como parte do processo de transferência tecnológica e formação de submarinistas brasileiros. Pouco depois, integrou a tripulação encarregada de trazer ao Brasil o USS Muskallunge (SS-262), que foi incorporado à Marinha do Brasil como Humaitá (S-14). Servindo nesta embarcação entre 1952 e 1956, Osório participou ativamente das primeiras missões brasileiras com submarinos modernos, consolidando sua experiência na Força de Submarinos. Encerrando sua carreira, serviu no Contratorpedeiro CT Ajuricaba (D-11) entre 1958 e 1962. Esta embarcação, originalmente o USS Bennett (DD-473) da classe Fletcher, foi transferida ao Brasil em meio ao processo de renovação da frota, sendo empregada em missões de patrulha e escolta no Atlântico Sul durante os anos mais intensos da Guerra Fria. Contratorpedeiro CT Ajuricaba (D-11) Com passagem por encouraçados, veleiros, contratorpedeiros e submarinos, a história de José Osório é uma síntese viva da evolução da Marinha do Brasil no século XX. 25 anos de mar, memória e missão Foram 25 anos de serviço, repletos de experiências inesquecíveis. Ao olhar para trás, o veterano cita uma frase do poeta Khalil Gibran: “Deve existir algo estranhamente sagrado no sal: está em nossas lágrimas e no mar.” Para ele, o sal do mar e da vida militar se misturam em lembranças de disciplina, companheirismo e superação. “Ser um ‘homem do mar’ trouxe para mim experiências as quais jamais esperei viver”, afirma. “Agradeço à Marinha do Brasil o tempo que ali permaneci, cumprindo o meu dever como cidadão e como soldado. Usque Ad Sub Aquam Nauta Sum” — “Marinheiro até debaixo d’água”, lema que carrega com orgulho. Condecorações 🎖️ Catálogo de Medalhas – Primeiro-Tenente José Osório Medalha do Mérito Naval Medalha de Guerra da Marinha do Brasil Medalha do dia da Vitória Medalha da Força Naval do Nordeste Medalha de 20 Anos de Serviço Militar Medalha Almirante Tamandaré Medalha Heróis da Batalha do Atlântico Medalha de Confraternização da FEB Distintivo de Submarinista Condecorações do sr.José Osório Um herói entre nós A história de José Osório é mais do que um registro de feitos militares: é uma lição viva de dedicação, coragem e patriotismo. Enquanto o tempo passa e os nomes vão se perdendo nos livros, homens como ele continuam nos lembrando que a história é feita, acima de tudo, por aqueles que escolheram servir — mesmo quando isso significava descer às profundezas do mar, literalmente. Fontes: - Família do Sr. José Osorio - Marinha do Brasil: https://www.agencia.marinha.mil.br/
- Nos Rastros da História: Uma Jornada de Paixão e Inovação no Mundo da Militaria
Em meio a desafios e incertezas, um artesão encontrou uma maneira singular de transformar seu amor pela história em um negócio próspero e admirado. Assim começou a trajetória de Fernando e sua loja online, Nos Rastros da História, especializada em artigos militares artesanais. Fundada em março de 2019, a loja rapidamente se destacou por sua autenticidade e dedicação aos detalhes, conquistando entusiastas da história militar em todo o Brasil. Nesta entrevista, Fernando compartilha a origem e evolução de Nos Rastros da História, os desafios enfrentados, e as conquistas ao longo dessa jornada de cinco anos. Acompanhe-nos enquanto exploramos como a paixão pela história militar se transformou em uma história de sucesso e inovação. Entrevistador: Há cinco anos, em março de 2019, nasceu a Nos Rastros da História. Fernando, você poderia nos contar como surgiu essa ideia e como tem sido essa jornada? Fernando: Claro! Tudo começou com meu interesse pela história da Segunda Guerra Mundial. Há mais de dez anos, eu já vendia artigos relacionados no Mercado Livre. Em 2019, enquanto enfrentava desemprego e insatisfação com o mercado de trabalho, tive uma epifania ao olhar para uma simples caixa de frutas, dessas de madeira, ali nasceu a ideia! Já estava envolvido com alguns artesanatos, mas ainda não tinha me aventurado na criação de placas. Inspirado por uma imagem na internet, recriei a famosa placa "Halt!" exposta no campo de concentração de Auschwitz. Um cliente que comprava artigos militares comigo se interessou pelo trabalho final e encomendou algumas placas diferentes. Foi aí que tudo começou de verdade. Entrevistador: E depois das placas, como foi a expansão dos produtos da Nos Rastros da História? Fernando: Comecei com as placas, mas rapidamente expandi para brasões, caixas, braçadeiras, bandeiras, reproduções e miniaturas. A aceitação foi incrível e o negócio cresceu. No entanto, entre 2022 e 2023, as vendas não estavam indo tão bem, e eu também tinha o desejo de morar no exterior. Decidi então levar a loja para Portugal. Entrevistador: E como foi a experiência em Portugal? Fernando: Estive em Portugal por um ano, mas as coisas não saíram conforme planejado. No final de 2023, percebi que era hora de voltar ao Brasil. No início de 2024, reabri as encomendas aqui, retomando os negócios com mais força. Investi em novidades, como peças em 3D, o que ampliou significativamente nosso leque de produtos. Entrevistador: Quais foram os maiores desafios ao longo dessa jornada? Fernando: O maior desafio foi equilibrar a paixão pela história militar com a necessidade de inovar e atender às demandas do mercado. A experiência em Portugal, apesar de não ter sido como esperava, me ensinou muito sobre resiliência e adaptação. Outro desafio foi entender o gosto do público e ajustar os produtos para atender a essas preferências. Entrevistador: E quais são os planos futuros para a Nos Rastros da História? Fernando: O plano é continuar investindo e ampliando nossa linha de produtos. Aprendemos muito com os erros e acertos do passado, o que nos permitiu conhecer melhor o mercado e o público. Estamos constantemente buscando novas ideias e tecnologias para oferecer produtos cada vez mais exclusivos e de alta qualidade para os amantes de artigos militares. Entrevistador: Fernando, agradecemos muito pela sua disponibilidade e desejamos muito sucesso para a Nos Rastros da História. Fernando: Eu que agradeço pela oportunidade de compartilhar minha história. O apoio e interesse dos clientes e da comunidade são fundamentais para continuarmos crescendo e inovando. A paixão de Fernando pela história militar, combinada com sua habilidade artesanal, garante que cada peça da Nos Rastros da História não seja apenas um produto, mas uma obra de arte que conta uma história. Para aqueles que compartilham esse interesse pela história militar, a loja é um verdadeiro tesouro, oferecendo produtos únicos que celebram e preservam o legado histórico. Embarque nesta jornada e descubra as preciosidades que Nos Rastros da História tem a oferecer. Cada peça é mais do que um item para colecionar – é uma conexão tangível com o passado, meticulosamente criada para os verdadeiros aficionados pela militaria.
- Heróis do Brasil: Miniaturas que Contam a História de Valor e Sacrifício
Em um estúdio acolhedor na ensolarada São Paulo, o talentoso artista plástico João Pedro dá vida a uma homenagem única aos ícones que moldaram a história do Brasil. Seu projeto, intitulado "Heróis do Brasil", transcende a mera criação de miniaturas, oferecendo uma jornada encantadora através dos grandes nomes que influenciaram o destino da nação. Em cada minúscula estatueta, cuidadosamente pintada à mão, reside uma história fascinante. Desde o majestoso imperador D. Pedro II até os estrategistas militares como o Barão do Rio Branco, cada figura é uma obra-prima em miniatura, capturando a essência e a grandiosidade de suas contrapartes históricas. O processo meticuloso de criação das miniaturas é uma verdadeira celebração da arte. Começando com a elaboração digital em 3D, cada detalhe é cuidadosamente planejado antes de ser delicadamente reproduzido em resina. No auge desse processo, a pintura minuciosa ganha vida sob as habilidosas pinceladas de João Pedro, um verdadeiro labor que pode consumir horas, às vezes até dias. Não apenas um artista, mas também um artesão dedicado, João Pedro transformou seu estúdio em um santuário da criatividade. É lá que cada miniatura ganha vida, imbuída com a paixão e o cuidado que só um verdadeiro artista pode proporcionar. Por meio dos "Heróis do Brasil", João Pedro não apenas captura a imaginação, mas também a alma de uma nação. Essas miniaturas encantadoras não são apenas peças de colecionador, mas verdadeiros tesouros que conectam admiradores de todo o mundo com a rica história e cultura do Brasil. Então, mergulhe nesse universo em miniatura e descubra a beleza e a profundidade que aguardam em cada figura esculpida por esse talentoso artista brasileiro. Entrevista Exclusiva: Conhecendo os Bastidores do Projeto "Heróis do Brasil" Em uma conversa franca e inspiradora, tive o privilégio de entrevistar João Pedro, o talentoso artista por trás das fascinantes miniaturas da série "Heróis do Brasil". Nessa entrevista exclusiva, ele compartilhou conosco sua jornada desde o início de sua carreira até a concepção desse projeto tão singular. Entrevistador: João, quando você começou a fazer miniaturas? João Pedro: Há mais de dez anos que pinto miniaturas, sempre foi como um hobby e sempre miniaturas importadas. De forma profissional foi desde 2018, quando encomendas começaram a aumentar e também comecei a pensar a viver disso. Entrevistador: Como foi deixar um emprego registrado para seguir neste ramo de miniaturas? João Pedro: Foi uma mudança radical, em todos os sentidos. Além de sua renda diminuir, você tem que repensar todo seu estilo de vida. Hoje em dia, graças a muito esforço e compreensão da família, tudo se estabiliza e se adapta a esta nova realidade. Aprendi a administrar melhor as finanças do estúdio e pessoais, mas através de muita disciplina. Entrevistador: Quando surgiu a ideia da série de miniaturas "Heróis do Brasil"? João Pedro: Desde que comecei a pintar, eu senti necessidade de figuras da nossa História, porém não se encontra em lugar algum... Foi com o tempo que tirei o projeto do papel e com muito empenho sigo até hoje com ele, graças a ajuda da família, dos clientes e de amigos, vide exemplo vocês dos Rastros da História, que além de me acompanhar do início, sempre me apoiaram no projeto! A série "Heróis do Brasil" é mais do que uma coleção de miniaturas; é uma ode à história e ao espírito empreendedor de um artista brasileiro extraordinário. Abaixo as miniaturas lançadas até o momento, e que você pode adquirir com exclusividade através do website www.miniaturasdojp.com.br Explorando o Legado dos Zuavos da Bahia: Uma Adição Notável às "Heróis do Brasil" Ao imergir no cativante universo das miniaturas "Heróis do Brasil", uma figura em particular se destaca, não apenas por sua importância histórica, mas também pela sua representação meticulosa e respeitosa. Trata-se dos Zuavos da Bahia. Os Zuavos da Bahia foram uma tropa militar formada durante a Guerra do Paraguai (1864-1870), composta principalmente por afrodescendentes e mulatos baianos. Esses soldados eram conhecidos por sua bravura, habilidade e lealdade à causa brasileira, e desempenharam um papel significativo no conflito. Representar os Zuavos da Bahia em miniatura não é apenas uma escolha estética, mas também uma forma de homenagear sua coragem e contribuição para a história do Brasil. Barão do Rio Branco: Uma Miniatura Histórica na Coleção "Heróis do Brasil" Entre as notáveis figuras imortalizadas na coleção "Heróis do Brasil", destaca-se a representação meticulosa do ilustre Barão do Rio Branco. Barão do Rio Branco, cujo nome de batismo era José Maria da Silva Paranhos Jr., foi uma das figuras mais proeminentes da história brasileira. Reconhecido por sua habilidade diplomática e visão estratégica, desempenhou um papel crucial na consolidação e expansão dos territórios brasileiros durante o final do século XIX e início do século XX. Sua notável carreira incluiu diversos feitos, como a resolução de disputas territoriais com países vizinhos, como a Argentina e o Uruguai, e a mediação de acordos que garantiram a soberania brasileira sobre extensas áreas da Amazônia e do atual estado de Acre. José Bonifácio: Uma Figura Emblemática na Coleção "Heróis do Brasil" Na coleção "Heróis do Brasil", uma das miniaturas mais notáveis é a representação cuidadosamente elaborada de José Bonifácio. Ao contemplar esta peça, é essencial explorar a história por trás deste personagem emblemático, cuja influência perdura ao longo do tempo. José Bonifácio de Andrada e Silva foi uma das figuras mais influentes durante o período colonial e os primeiros anos do Brasil independente. Conhecido como o "Patriarca da Independência", sua visão e liderança desempenharam um papel crucial na luta pela emancipação do Brasil do domínio português. Além de seu papel na independência, José Bonifácio também teve um impacto significativo em diversos aspectos do desenvolvimento do Brasil. Como estadista e intelectual, ele contribuiu para a fundação da primeira universidade brasileira, além de desempenhar um papel fundamental na promoção da ciência e da educação no país. A miniatura de José Bonifácio na coleção "Heróis do Brasil" não é apenas uma representação física do homem, mas sim uma homenagem ao seu legado duradouro. Cada detalhe cuidadosamente esculpido evoca a presença imponente e a determinação incansável desse visionário patriota. Dom Pedro II: Uma Figura Majestosa na Coleção "Heróis do Brasil" Dentre os tesouros da coleção "Heróis do Brasil", destaca-se a miniatura meticulosamente confeccionada de Dom Pedro II. No entanto, para além de apenas admirar essa representação artística, é crucial explorar a narrativa que envolve essa figura majestosa, cujo legado se estende profundamente pela história do Brasil. Dom Pedro II, o último imperador do Brasil, reinou por mais de cinquenta anos e foi uma figura central em um período crucial da história do país. Seu governo foi marcado por avanços significativos em diversas áreas, incluindo ciência, cultura e educação. Como monarca ilustrado, Dom Pedro II foi um defensor apaixonado do progresso e da modernização do Brasil. Ele apoiou a construção de estradas de ferro, a expansão do telégrafo e o desenvolvimento das artes e das ciências. Além disso, ele desempenhou um papel importante na abolição da escravidão no Brasil, promulgada em 1888. A miniatura de Dom Pedro II na coleção "Heróis do Brasil" é mais do que uma representação física do monarca; é uma homenagem ao seu legado de liderança e dedicação ao país. Cada detalhe minucioso na figura evoca a presença imponente e a influência duradoura desse grande líder. Assim, ao contemplar a miniatura de Dom Pedro II, somos convidados não apenas a apreciar a habilidade artística por trás da obra, mas também a refletir sobre o impacto extraordinário desse monarca na história e na identidade do Brasil. O Cavaleiro do Regimento de Dragões do Rio Grande: Honra e Tradição na Coleção "Heróis do Brasil" Dentre as ilustres miniaturas que compõem a coleção "Heróis do Brasil", uma figura se destaca pela sua imponência e tradição: o Cavaleiro do Regimento de Dragões do Rio Grande. Enquanto admiramos essa representação fiel, é fundamental compreender a história e o significado por trás desse símbolo de honra militar. O Regimento de Dragões do Rio Grande, uma das unidades mais antigas e respeitadas do Exército Brasileiro, tem suas raízes profundamente entrelaçadas com a história do Brasil. Desde sua fundação, em 1801, o regimento tem desempenhado um papel fundamental na defesa da soberania nacional e na preservação da ordem pública. Os Cavaleiros do Regimento de Dragões do Rio Grande são reconhecidos por sua destreza e bravura no campo de batalha, bem como por seu compromisso com os mais altos ideais de serviço e lealdade. Sua presença na coleção "Heróis do Brasil" não apenas celebra sua coragem e dedicação, mas também preserva sua memória para as gerações futuras. A miniatura do Cavaleiro do Regimento de Dragões do Rio Grande é uma homenagem à tradição e ao sacrifício daqueles que serviram e continuam a servir em suas fileiras. Cada detalhe meticulosamente elaborado na figura é um testemunho da nobreza e da força desses verdadeiros heróis brasileiros. O 1º Regimento de Cavalaria de Guardas: Elegância e Tradição na Coleção "Heróis do Brasil" Entre as magníficas miniaturas que compõem a coleção "Heróis do Brasil", destaca-se a representação distinta do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas. Ao apreciar essa peça única, é essencial compreender a história e o significado por trás desse renomado regimento, que personifica a elegância e a tradição da cavalaria brasileira. O 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, também conhecido como "Dragões da Independência", tem uma história que remonta aos primórdios do Brasil independente. Fundado em 1822, este regimento de elite desempenhou um papel crucial na proteção e na defesa dos líderes políticos e dignitários do país. Os Guardas do 1º Regimento de Cavalaria são reconhecidos não apenas por sua habilidade e destreza no campo de batalha, mas também por sua impecável apresentação e conduta exemplar. Eles personificam os mais altos ideais de honra, coragem e serviço ao Brasil. A inclusão do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas na coleção "Heróis do Brasil" é uma homenagem à sua história gloriosa e ao seu legado duradouro. Cada detalhe meticulosamente elaborado na miniatura evoca a distinção e o orgulho associados a esses nobres guardiões da nação. Maria Quitéria: Uma Guerreira Destemida na Coleção "Heróis do Brasil" Entre as figuras notáveis da coleção "Heróis do Brasil", emerge a representação impressionante de Maria Quitéria. Ao contemplar essa miniatura, é crucial entender a história fascinante e inspiradora por trás dessa guerreira destemida, que desafiou convenções e defendeu sua pátria com bravura. Maria Quitéria de Jesus, nascida em Feira de Santana, Bahia, em 1792, desafiou as expectativas sociais de sua época ao se alistar secretamente no exército brasileiro durante a Guerra da Independência. Sob o disfarce de um homem, ela lutou corajosamente em várias batalhas, demonstrando habilidade militar e dedicação à causa da independência. Sua bravura e determinação foram reconhecidas pelo próprio imperador Dom Pedro I, que a condecorou com a Ordem Imperial do Cruzeiro. Maria Quitéria tornou-se um símbolo de coragem e patriotismo, inspirando gerações futuras de mulheres brasileiras a desafiar as limitações impostas pela sociedade. A inclusão da miniatura de Maria Quitéria na coleção "Heróis do Brasil" é uma homenagem à sua valentia e contribuição para a história do país. Cada detalhe meticulosamente elaborado na figura captura a essência dessa guerreira intrépida, cujo legado continua a inspirar e empoderar. Ao contemplar essa miniatura, somos lembrados não apenas da habilidade artística por trás da obra, mas também da história extraordinária de Maria Quitéria e de seu papel na luta pela independência do Brasil. Ela é uma verdadeira heroína nacional, cujo exemplo ressoa através dos séculos. Cabo Adão e a Força Expedicionária Brasileira: Valor e Sacrificio na Coleção "Heróis do Brasil" Entre as marcantes figuras retratadas na coleção "Heróis do Brasil", a representação do Cabo Adão da Força Expedicionária Brasileira (FEB) destaca-se como um símbolo de valor e sacrifício. Ao explorar essa miniatura, é essencial compreender a história envolvente por trás desse bravo soldado, cuja coragem e dedicação marcaram profundamente a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial. O Cabo Adão, cujo nome completo era Adão Pereira da Rosa, foi um dos milhares de brasileiros que se voluntariaram para lutar ao lado das forças aliadas durante o conflito global. Como membro da FEB, ele enfrentou os campos de batalha da Europa com bravura inabalável, participando de importantes operações militares, como a tomada de Monte Castello, na Itália, onde se destacou por ser responsável pelo primeiro tiro de artilharia da FEB naquele teatro de operações. A FEB, composta por soldados brasileiros, desempenhou um papel significativo no teatro de operações europeu, lutando contra as forças do Eixo e contribuindo para a libertação de territórios ocupados pelos nazistas. O sacrifício e a determinação dos soldados da FEB são amplamente reconhecidos e honrados, tanto no Brasil quanto no exterior. A inclusão da miniatura do Cabo Adão na coleção "Heróis do Brasil" é uma homenagem comovente ao seu serviço e à sua bravura, evocando a presença firme e o espírito indomável desse herói brasileiro, cujo legado continua a inspirar as gerações futuras. Ao contemplar essa miniatura, somos convidados a refletir sobre o extraordinário sacrifício dos soldados da FEB e a reconhecer sua contribuição vital para a defesa da liberdade e da democracia. O Cabo Adão representa não apenas um indivíduo, mas toda uma geração de brasileiros que lutaram com coragem e honra em nome de seu país. Marechal Cândido Mariano Rondon: Desbravando Fronteiras na Coleção "Heróis do Brasil" Dentre as figuras imponentes da coleção "Heróis do Brasil", está a representação do Marechal Cândido Mariano Rondon. Ao mergulhar na história por trás dessa miniatura, somos transportados para os confins das fronteiras brasileiras, onde a coragem e a determinação desse grande líder deixaram uma marca indelével. Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon foi muito mais do que um militar; ele foi um verdadeiro desbravador e humanitário. Sua dedicação à expansão e exploração do território brasileiro, especialmente na região amazônica, é lendária. Rondon também é conhecido por sua atuação na proteção dos povos indígenas e na promoção da comunicação e do progresso nessas áreas remotas. Sua famosa máxima "Morrer se preciso for; matar, nunca" é um testemunho de sua abordagem pacífica e respeitosa em suas interações com as populações indígenas. Esta filosofia humanitária e sua visão de um Brasil unido e desenvolvido ecoam até os dias de hoje. Ter a miniatura do Marechal Cândido Mariano Rondon na coleção "Heróis do Brasil" é uma reverência à sua vida excepcional e ao seu legado eterno. Cada detalhe meticulosamente esculpido na figura evoca a presença marcante e a sagacidade singular desse líder visionário. Ao admirar essa miniatura, somos instigados não apenas a admirar a perícia artística por trás da obra, mas também a ponderar sobre o impacto revolucionário de Rondon na história e na identidade do Brasil. Ele é um autêntico ícone nacional, cuja bravura e perspicácia moldaram o curso de uma nação. Voluntário da Pátria na Guerra do Paraguai: Engenheiros Militares na Coleção "Heróis do Brasil" Entre as figuras da coleção "Heróis do Brasil", temos o Voluntário da Pátria do Corpo de Engenheiros do Exército, cuja bravura e dedicação deixaram uma marca indelével durante a Guerra do Paraguai. Ao examinarmos essa miniatura, somos transportados para os campos de batalha onde esses engenheiros militares desempenharam um papel vital em uma das campanhas mais significativas da história brasileira. Durante a Guerra do Paraguai, o Corpo de Engenheiros do Exército desempenhou um papel crucial na construção e manutenção das infraestruturas necessárias para o sucesso das operações militares. Desde a construção de pontes estratégicas até a preparação de fortificações defensivas, esses engenheiros demonstraram habilidade e coragem em condições muitas vezes adversas. Os Voluntários da Pátria, como parte integrante do Corpo de Engenheiros, demonstraram um compromisso inabalável com o serviço à nação, arriscando suas vidas em nome da defesa do Brasil. Sua expertise técnica e dedicação ao dever foram fundamentais para enfrentar os desafios logísticos e táticos enfrentados durante o conflito. Ter a miniatura do Voluntário da Pátria do Corpo de Engenheiros do Exército na coleção "Heróis do Brasil" é uma reverência à contribuição significativa desses engenheiros militares para a vitória brasileira na Guerra do Paraguai. Cada detalhe meticulosamente elaborado na figura evoca a bravura e o sacrifício desses heróis que colaboraram para garantir a segurança e a integridade do Brasil. Ao admirar essa miniatura, somos recordados não apenas da maestria artística por trás da obra, mas também da importância dos engenheiros militares na história bélica do Brasil. Eles são genuínos ícones, cujo legado perdura, continuando a inspirar e a ressoar até os dias de hoje. Para adquirir as miniaturas da série "Heróis do Brasil" acesse: www.miniaturasdojp.com.br ou Instagram: @miniaturasdojp
- Um visita ao Passado - Parte 1 - Fotos Then and Now
Nesta série de postagens vou mostrar a vocês a minha visão quando viajo para locais históricos. Pois sempre nas viagens que faço vou com a mente lá atrás, no passado, olhando para o quão rica é a história do lugar e o quanto de acontecimentos incríveis ocorreu ali. Ter uma visão de "historiador" é importante para valorizar a sua viagem, para quando passar por determinados pontos entender, mesmo que superficialmente, a importância de um simples bloco de concreto, de um risco na parede, ou até mesmo de um degrau mais gasto. Essas coisas podem esconder grandes histórias que certamente tornarão a viagem bem mais interessante, não limitando-a a apenas "os pontos famosinhos" que as pessoas correm para tirar fotos, junto com as massas, para botar nas redes sociais. Igreja de St. Gervais, Falaise, 1944 - Normandia, França Se você estiver na Normandia ou em qualquer lugar da França, notará muitas igrejas antigas, algumas do século 11 e outras ainda mais antigas. Falaise é uma cidade importante, primeiro porque Guilherme, o Conquistador, nasceu aqui, seu castelo domina a cidade e segundo porque foi por um tempo a residência dos duques da Normandia, o que significa que Falaise não só tem uma longa história, mas também carrega consigo uma ar pitoresco específico das cidades da Bretanha e Normandia. Isso em parte devido aos muitos edifícios antigos, às vezes medievais, como casas e especialmente igrejas. St Gervais que foi construída durante o século 11 e é tão antiga quanto a cidade. Foi construída por Guilherme o Conquistador e terminada por seu filho Henrique, foi reconstruída após um cerco em 1204 em estilo gótico e assim permaneceu até o verão de 1944. O edifício é uma igreja gótica clássica, isso é visível através das decorações nos portais de entrada e o uso extensivo de arcos abobadados. Um exemplo da fase gótica inicial e intermediária, é um marco importante que preserva a história da Normandia. E assim aconteceu que durante o final de agosto de 1944, o 7º exército alemão e outros elementos do Grupo de Exércitos B estavam em plena retirada no rescaldo da operação Cobra e do fracasso do contra-ataque na operação Luttich. Todo o exército corria o risco de ser cercado na área entre Trun, Chambois, Argentan e Falaise, uma situação perigosa que levaria ao colapso de todo o exército alemão na França. Paul Hausser comandava o 7º exército e tentava desesperadamente manter o bolsão aberto para que o maior número possível de tropas pudesse escapar em direção ao Sena na esperança de estabelecer uma nova linha defensiva ali ou mais a leste. As forças britânicas e canadenses estavam se aproximando do norte depois que Caen caiu, enquanto as forças americanas e polonesas pressionavam do sul e do oeste. No evento, uma série de batalhas desesperadas foram travadas pelos vilarejos de Trun, Chanbois, Argentan e, claro, Falaise. Depois de vários contra-ataques dos alemães, ataques aéreos e ataques dos aliados, a cidade ficou em ruínas e a igreja foi severamente danificada durante os intensos combates. Felizmente, a igreja tinha uma estrutura robusta com grossas paredes de pedra, a alvenaria se manteve firme e mesmo que as janelas fossem explodidas a estrutura resistiu às balas de munição disparadas contra ela. Exceto pela torre sineira, a maior parte da estrutura do edifício foi deixada em pé. O edifício foi restaurado com sucesso nas décadas seguintes para que este fabuloso monumento da arquitetura gótica perdurasse por gerações. Carentan, 1944 Carentan dispensa comentários quando o assunto é a importância dessa cidade no contexto do Dia D e os combates que se seguiram nela, envolvendo as tropas da lendária 101º airborne. Aqui vemos uma imagem logo após a libertação da cidade, com tropas norte-americanas reunidas com crianças francesas, elas estão ao pé do monumento aos mortos da Primeira Guerra Mundial, esse monumento fica em uma praça no centro da cidade. Foi neste local que ocorreu uma cerimônia com as tropas aliadas nos dias que se seguiram a libertação da cidade. Argentan, 1944 No dia 20 de agosto de 1944, tropas norte-americanas da 80ª Divisão de Infantaria finalmente chagam no "Hotel de Ville" prefeitura de Argentan, concluindo assim a tomada da cidade. Vemos na imagem a bandeira norte-americana hasteada no prédio. Argentan, 1944 Aqui vemos um tanque alemão Panther da 116ª Divisão Panzer, tirado de operação na Rue de la Poterie, resultado dos intensos combates com as tropas norte-americanas. EGLISE SAINT GERMAIN, sec. XVII Essa imagem é curiosa pelo fato de quão antiga é essa igreja, com sua construção datando de 1613! Mantendo até hoje boa parte das caracteristícas originais e também por ela ter sido parcialmente destruída durante a Segunda Guerra. A Eglise Saint German está situada na cidade de Argentan, região do Orne na Normandia, feita em estilo Gótico como a maioria das igrejas encontradas na região. Paris, 1944 A Libertação de Paris: À sombra do Arco do Triunfo, dois soldados da 2ª Divisão Blindada Francesa atiram em atiradores alemães e milícias francesas pró-alemãs que estavam fazendo uma tentativa de ataque para libertar prisioneiros alemães Argentan, 1944 Foi da Eglise Saint German em Argentan, podendo ver os danos causados pela artilharia e bombardeiros aliados. Aqui vemos um oficial inglês caminhando pela cidade. Sainte-Marie-du-Mont, 1944 A primeira missa celebrada no primeiro domingo após os desembarques do Dia D na Normandia. Realizado na igreja de Sainte-Marie-du-Mont. Paris está em Chamas? (filme) Essa cena chegou a me confundir por um tempo, até chegar ao clássico filme de 1966 "Paris está em chamas?" que mostra a libertação de Paris. Filme francês com ótimas cenas de combate, mostrando a história real da ordem de Hitler para destruir completamente a cidade, ordem essa que não foi seguida pelo general von Choltitz, tanto que depois ele ficou conhecido como "o salvador de Paris". Confira a cena final do filme: https://www.youtube.com/watch?v=cxkmyA1PkCY Argentan, 1944 Aqui temos outra visão do Panther da 116ª Divisão Panzer, tirado de operação na Rue de la Poterie. Vemos tropas norte-americanas descansando ao lado dele. Caen, 1944 Aqui, na Rue Montoir Poissonnerie próximo da igreja de St-Pierre tropas britânicas estacionadas em posição defensiva, com um canhão anti-tanque de 6" em uma esquina e diversos tanques Sherman estacionados logo atrás, centro de Caen, 10 de julho de 1944. Eglise Saint-Germain, Argentan Essa imagem tem um contexto triste pois mostra o padre, responsável por essa igreja, lamentando com as mãos levantadas aos céus, enquanto observa a destruição causada pelos bombardeios. Podemos notar pela claridade que parte do telhado cedeu. Vimoutiers, 1944 Esse tanque Tiger está em exposição no pequeno vilarejo de Vimoutiers, afastado da maioria dos turistas! O tanque foi abandonado por sua tripulação em agosto de 1944 durante os últimos estágios da Batalha da Normandia . Originalmente descansando em uma vala à beira da estrada, foi comprado pela comuna local e exposto em 1975. Está listado como monumento histórico. Entre 12 e 20 de agosto de 1944, os Aliados lançaram uma ofensiva para fechar o bolsão de Falaise em Chambois , de onde os remanescentes do exército alemão tentavam escapar. Vimoutiers estava perto da junção das forças anglo-canadenses e polonesas no norte e das forças americanas e francesas no sul. Em 21 de agosto de 1944, junto com outros tanques alemães (Panthers, Panzer IIIs e IVs e outros Tigers) e uma variedade de veículos militares, o Tiger estava saindo do bolsão de Falaise para um depósito de combustível no Chateau de l'Horloge em Ticheville durante os últimos dias da Batalha da Normandia. Suspeita-se que o tanque ficou sem combustível na RN 179 logo após deixar Vimoutiers. A tripulação do tanque abandonou o tanque e detonou duas cargas explosivas no veículo, que deixaram a torre do tanque imobilizada e danificaram a parte do motor, deixando rachaduras distintas nas grossas placas blindadas. Cerca de sessenta veículos blindados alemães foram abandonados nas proximidades de Vimoutiers. Unidades avançadas da 2ª Divisão Canadense (os Black Watch ) mais tarde retiraram o tanque da estrada (sendo uma obstrução ao tráfego rodoviário) e o derrubaram em um aterro raso ao lado dele. Le Havre, 1945 A igreja de Notre-Dame parcialmente destruída, resultado dos intensos bombardeios aliados que a cidade sofreu. Quase inteiramente destruído pelos bombardeios aliados de 5 e 6 de setembro de 1944, o centro de Le Havre foi reconstruído, fazendo uma varredura completa das antigas estruturas. Enquanto Paris foi libertada desde 25 de agosto de 1944 e os Aliados se firmaram nas praias onde desembarcaram em 6 de junho, do outro lado do estuário do Sena, no início de setembro de 1944, o povo de Le Havre ainda esperava sua libertação após cinco longos anos de ocupação. Em 3 de setembro, os Aliados pediram a rendição ao coronel Eberhard Wildermuth, que comandava a forte guarnição alemã de cerca de 12.000 homens. A oferta foi rejeitada. O 1º Corpo do Exército Britânico, comandado pelo General Crocker, cercou a cidade como parte da Operação Astonia, destinada a tomar Le Havre após a captura de Cherbourg e Dieppe, a fim de criar uma grande cabeça de ponte no noroeste da Europa, um prelúdio para a libertação total do continente. Em 5 de setembro de 1944, cerca de 350 aeronaves da Royal Air Force lançaram 1.800 toneladas de bombas explosivas e 30.000 bombas incendiárias na cidade. No dia seguinte, a força aérea britânica procedeu em seis ondas, lançando um total de 1.500 toneladas de bombas explosivas e 12.500 bombas incendiárias. A esses ataques do céu são adicionados os projéteis disparados dos navios da Royal Navy posicionados no mar. Após esse intenso ataque de artilharia, o assalto propriamente dito começou em 10 de setembro. As tropas anglo-canadenses finalmente entraram em Le Havre em 12 de setembro de 1944 no final da manhã, ao custo de menos de 500 mortos em suas fileiras. Mas para a cidade o balanço foi pesado, muito pesado: dois mil civis mortos, 80.000 vítimas, 12.000 edifícios destruídos. O centro histórico foi quase totalmente destruído, em uma libertação que custou bem caro para a população local.












